Breve balanço da Expo Cristã
Na última semana aconteceu a Expo Cristã num famoso espaço de feiras e exposições da Zona Norte de São Paulo. Do lado de casa… Separei três dias para perambular por lá. Brevemente, aqui está o que vi, ouvi e senti por lá:
Logo no primeiro dia que lá estive fui presenteado por Deus pela apresentação do Coral Resgate para a Vida que lançou na feira o seu novo trabalho intitulado “Santifica-me”, interei-me dos trabalhos recentes do Ministério Jeová Nissi (no qual vejo o potencial de que em algum tempo se encontre uma verdadeira raridade artística dentro do meio Gospel devido à erudição e preparo de sua liderança), adquiri alguns CDs e DVDs (alguns dos quais comentarei aqui em novos posts, como o do já referido Coral Resgate para a Vida, o Ainda não é o Último da Banda Resgate, o Meus passos no tempo do jovem salmista Thiago Grulha e o Ao vivo do cantor/compositor/ministro Samuel Mizrahy), encontrei pessoas que a tempos não via e tive a ingrata surpresa de saber que um amigo que estava lá trabalhando teve uma câmera fotográfica furtada por um lobo em pele de cordeiro de passagem por lá. Triste isso, mas como se sabe, nem tudo são flores no meio Gospel. Na minha passagem por lá no sábado ouvi que alguns assaltos estavam sendo praticados na feira.
Todo o espetáculo mercadológico me deixou com algumas impressões curiosas: primeira coisa que vem à mente é: A Expo Cristã serve pra vender ou serve pra mostrar? Talvez não tenha me feito entender, mas vou seguir adiante mesmo assim. Enquanto alguns Mega-stands pareciam lojas, outros marcavam presença com a exposição de seus contratados, proporcionando ao cristão/comprador a possibilidade de um contato genuíno com aquilo que muitas vezes só lhe é apresentado como produto. Vi no stand do Livres para adorar a presença constante de Juliano Son, no stand da Salluz Productions a presença constantes do casal empreendedor Rebeca Nemer e Paulo César Baruk além de quase a totalidade do cast da produtora, no espaço da Sony vi diversas vezes a passagem singela e pouco ruidosa de Leonardo Gonçalves observando o desempenho de seu novo trabalho cheio de disponibilidade e afeto com todos. Muitos outros são os bons exemplos de humildade e respeito ao admirador que vi por lá! Já numa nota menos feliz, vi também meteoros de estrelismo passarem por lá com seu brilho fugaz e evanescente de uma Madona ou qualquer outro astro Pop. Não sei muito bem a que isto se presta num meio onde é constante a pregação quase auto-flagelante de humildade e diminuição do ego. Reparei até o imenso desrespeito aos níveis de decibéis estabelcidos como limites a serem emitidos por parte de alguns apanágios da MCC inviabilizando consultas, conversas ou a apresentação de materiais em áudio ou pocket-shows em stands menos turbulentos.
Outro comentário muito interessante, este feito por um amigo teólogo que me acompanhava por lá: Somos um grupo que lê! E lê muito! Não cabe aqui questionar a qualidade da leitura, uma vez que no mercado literário verdadeiras aberrações como Dan Brown estouram em vendas. Lemos muito! Vê-se que o crente consome literatura de seus formadores de opinião, doutrinadores, exegetas e afins. Isto é ponto a nosso favor. Vi um sem-número de Bíblias com comentários de linhas variadíssimas, mostando que na variedade do corpo de Cristo há espaço para todos e o tempo fará o trabalho de mostrar o que encontrou aprovação de Deus.
Aguardem os posts sobre os CDs. – Esta semana garanto dois: Santifica-me do Coral Resgate para a Vida Meus Passos no tempo do Thiago Grulha.
Paz a tod@s.

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